quinta-feira, 20 de novembro de 2008

CONSCIÊNCIA NEGRA

Autor: José Craveirinha

Tambor está velho de gritar
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor só tambor gritando na noite quente dos trópicos.

Nem flor nascida no mato do desespero
Nem rio correndo para o mar do desespero
Nem zagaia temperada no lume vivo do desespero
Nem mesmo poesia forjada na dor rubra do desespero.

Nem nada!

Só tambor velho de gritar na lua cheia da minha terra
Só tambor de pele curtida ao sol da minha terra
Só tambor cavado nos troncos duros da minha terra.

Eu

Só tambor rebentando o silêncio amargo da Mafalala
Só tambor velho de sentar no batuque da minha terra
Só tambor perdido na escuridão da noite perdida.

Oh velho Deus dos homens
eu quero ser tambor
e nem rio
e nem flor
e nem zagaia por enquanto
e nem mesmo poesia. Só tambor ecoando como a canção da força e da vida
Só tambor noite e dia dia e noite
só tambor até à consumação da grande festa do batuque!
Oh velho Deus dos homens deixa-me ser tambor
só tambor!

Postado por: Maria Noalis

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Um homem que estava desempregado, entra num concurso da Microsoft para ser faxineiro. O Gerente de RH o entrevista, faz um teste ( varrer o chão ) e lhe diz: - O serviço é seu; me dê seu e-mail e eu lhe enviarei a ficha para preencher, e a data e hora em que deverá se apresentar para o serviço. O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos, e-mail. O Gerente de RH, disse que lamenta, mas se não tiver e-mail, quer dizer que virtualmente não existe, e, como não existe, não pode ter o trabalho. O homem sai, desesperado, sem saber o que fazer; somente tem R$10,00 no bolso. Então decide ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 quilos de tomates. Bate de porta em porta vendendo os tomates a quilo e, em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta a casa com R$ 60,00. Então, ele verifica que pode sobreviver dessa maneira, sai de casa cada dia mais cedo e volta a casa mais tarde, e assim triplica ou quadruplica o dinheiro a cada dia. Pouco tempo depois, compra uma Kombi, depois troca por um caminhão e pouco tempo depois chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição. Passados 5 anos, o homem é dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos. Pensando no futuro da sua família, decide tirar um seguro de vida. Chama um corretor, acerta um plano e quando a conversa acaba, o corretor lhe diz: - Por favor, dê-me seu e-mail para que eu possa lhe enviar o contrato. O homem diz então: - Não tenho e-mail. Curioso, o corretor lhe diz: - Você não tem e-mail e chegou a construir este império, imagine o que você seria se tivesse e-mail O homem pensa e responde: - Seria faxineiro da Microsoft!!! Texto extraído da internet - Autor desconhecido"
O que te faz crescer, o que te impulsiona para frente não é a tecnologia, ou modernidade, ou pessoas que te motivam, da mesma forma que o que te faz permanecer estático reclamando dos problemas também não é a falta de emprego, ou a falta de dinheiro. O que te faz crescer e não te faz ficar estático reclamando é a sua vontade, sua motivação, seus objetivos!
Autor desconhecido.
administradores. com.br

Postado por Alzemir Castro

Capital humano como estratégia

Fonte: Portal HSM
On-line29/08/2008
Em depoimento exclusivo à HSM do Brasil, a vice-presidente sênior para serviços e negócios globais da IBM, Ginni Rometty, relata a visão da empresa sobre pessoas e sobre como trabalhar o conceito de ciclo de vida do capital humano. “O ciclo de vida do capital humano é um conceito que estamos trabalhando na IBM, para que os recursos humanos da empresa sejam administrados conforme a necessidade da economia global. Para explicar o conceito de ciclo de vida, é preciso, antes, falar do contexto atual da IBM: nossos negócios são essencialmente globais, 60% deles estão fora dos EUA e percebemos que, nesses locais, as populações têm habilidades maravilhosas. O negócio do futuro, em nossa visão, vai trabalhar com centros de excelência e não apenas com uma rede que se intercomunica.”A vice-presidente cita como exemplo a Austrália. Hoje, segundo ela, há um centro de excelência nesse país, que concentra todos os call-centers da IBM, o mesmo ocorrendo com a contabilidade da empresa.“Não estruturamos nosso pessoal como um grande grupo de pessoas, mas como centros de excelência. Fará parte do futuro ter as pessoas certas, nos lugares certos, com as habilidades certas. Num mundo no qual a IBM tem 300.000 funcionários – e nos negócios que eu comando são 100.000 pessoas apenas fazendo consultoria e desenvolvimento de aplicativos – você precisa fazer isso em grande escala, disseminando seus conhecimentos pelo mundo. Se essas pessoas estão espalhadas pelo globo, é muito difícil de coordená-las, aproveitar suas habilidades e influenciá-las”, disse Rometty.Dessa maneira, pensando em seus clientes, não importando se eles atuam localmente ou mundialmente, a IBM sempre aplica o conceito de ciclo de vida para a administração global de capital humano, necessitando apenas adaptá-lo ao perfil do negócio desses clientes. “Mesmo uma empresa que só atue em São Paulo, por exemplo, pode preferir adquirir algum serviço ou produto fora do país, pois ela sabe que aqueles que detêm o expertise fazem melhor e, por conta da economia de escala, mais barato.”“Quando eu penso em um ciclo de vida para o capital humano, penso em diferentes fases. As primeiras dizem respeito a como fazer o planejamento do departamento de recursos humanos. É normal planejar, mas, em geral, planeja-se pensando num horizonte de seis a doze meses. Nós planejamos pensando num período de cinco anos. Analisamos as universidades, a economia, as pessoas de cada local, o que elas estão produzindo, a que o ambiente está favorável e, finalmente, mapeamos de onde cada recurso humano virá. Isso precisa ser feito com planejamento de longo prazo, em escala global e por tipo de habilidades, e não apenas pensando naquilo que é necessário naquele momento, como onde conseguir o pessoal. Se sabemos de antemão onde buscar a experiência necessária para cada ação, já fica mais fácil.”
Postado por: Alessandro Souza

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Brasileiros não sabem poupar

Os brasileiros ainda não têm a cultura de poupar dinheiro. Atualmente, 74% das pessoas não guardam absolutamente nada de sua renda. Os números são resultado da pesquisa Consumer Watch, realizada pela LatinPanel, que fez 9 mil entrevistas nos domicílios da amostra do painel de consumidores, em 16 grandes cidades da América Latina, representando 25 milhões de lares e 100 milhões de pessoas.
O estudo mostrou ainda que dos brasileiros que poupam (26%), apenas metade consegue guardar até 10% do salário que recebe. Segundo Fátima Merlin, gerente de atendimento da LatinPanel, a explicação para o fato de o brasileiro não poupar dinheiro é simples: “a população ainda está conquistando o sonho de consumo”, observa a executiva. Reformar a casa, comprar uma casa nova e investir na educação da família são, nesta ordem de importância, os três fatores que motivam os brasileiros a poupar alguma parte de sua renda. “Isso mostra que o Brasil é um país onde a educação e a cultura ficam em segundo plano”, afirma.
Um dado importante da pesquisa é que apesar do fator educação estar entre os três motivos que influenciam os brasileiros a pouparem seu dinheiro, apenas para 10% da população do Brasil poupa para esse fim. Trata-se de um número muito baixo, principalmente se comparado com outras regiões da América Latina. Segundo a LatinPanel, no ranking de poupança para educação dos países latino-americanos, o Brasil está abaixo da Argentina (12%), México (20%), Chile (25%), Colômbia (26%), Venezuela (39%) e Peru (42). “O brasileiro não tem cultura de poupar para educação, pois prefere contar com o ensino público”, completa Fátima.

Postado por Edson Melo de Sousa

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A importância de sentir-se útil

Há pouco mais de uma semana, duas alunas do curso de psicologia da PUC foram até a empresa onde trabalho para conversar comigo sobre como é meu dia a dia por lá, se eu tive dificuldades para conseguir emprego e mais outras questões relativas a trabalho e pessoas com deficiência.
Acabei falando muito – como de costume –, mas depois fiquei com a sensação de que poderia ter abordado melhor alguns assuntos.
Poderia, por exemplo, ter falado mais sobre como trabalhar foi importante para mim há 9 anos atrás. Na época eu era estagiário e também fazia alguns trabalhos como free-lancer, o que me rendia o suficiente para meus gastos do dia a dia, saídas e pequenas viagens. Quando me tornei cadeirante, naturalmente, tive que me afastar temporariamente do estágio. Um mês depois, quando mal tinha começado meu tratamento de reabilitação, me deram um ultimato: ou voltava pro estágio ou cortariam a bolsa. Como ainda não tinha condições de trabalhar, acabei perdendo aquela fonte de renda justamente no momento em que mais precisava dela.
O pior de tudo é que, como estagiário, eu deveria ter um seguro contra acidentes pessoais, mas meu contratante não o tinha feito. Acabei saindo com uma mão na frente e outra atrás. Pensei em entrar na justiça, mas como o estágio era na própria faculdade, no NCE/UFRJ, e ainda teria que freqüentar aqueles laboratórios durante alguns anos para me formar, decidi não comprar a briga e me tornar “inimigo”, até porque eu precisaria da boa vontade deles para que rampas e outras adaptações fossem feitas na faculdade. Arrependo-me amargamente, pois fiquei sem o seguro e o NCE não moveu uma palha para fazer as adaptações que eu precisava.
Mas voltando à época do começo da reabilitação, no início de 1999, eu estava fisicamente, emocionalmente e financeiramente dependente. Não era capaz sequer de sair sozinho da cama para cadeira, não fazia mais estágio e era incapaz de encontrar um rumo. Sentia-me um completo inútil.
A grande virada começou quando um amigo me indicou para um projeto como free-lancer. O cliente ficava em São Paulo, e eu poderia realizar todo trabalho a partir de casa, usando meu computador, o telefone e a Internet para me comunicar. Até as reuniões seriam virtuais. E teria também flexibilidade total de horários, o que era estritamente necessário por causa das aulas na faculdade e sessões de reabilitação. Bati um papo por telefone com o tal cliente e fechamos o projeto, que começou logo em seguida. O cliente nem sabia que eu usava cadeira de rodas e isso foi muito bom para mim. Eu tinha sido contratado por ser um profissional bem recomendado, e não simplesmente para ajudarem um “pobre jovem recém cadeirante e precisando de dinheiro”. Sim, fez toda diferença! O projeto durou meses e foi um sucesso, mas o melhor de tudo mesmo foi voltar a trabalhar, ser tratado como profissional, ganhar meu próprio dinheiro e me sentir útil. Foi um dos meus primeiros grandes passos para independência.
Postado por: Caroline Pinto Lago

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

São Paulo perde participação no PIB brasileiro entre 2002 e 2006

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O Estado de São Paulo, principal economia do país, perdeu espaço dentro do PIB (Produto Interno Bruto) nacional entre 2002 e 2006. Em 2002, a economia paulista representava 34,6% do total, e em 2006, a participação caiu para 33,9%. O dado de 2006 não foi o pior no período --em 2004, a economia paulista chegou a representar 33,1%.
"São Paulo perde um pouco de participação em função de um baixo desempenho da economia e da indústria em 2002. E agora em 2006, a indústria não teve um grande desempenho. E São Paulo, por ser a locomotiva, sofre com esse resultado", afirmou o gerente de Contas Regionais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Frederico Cunha.
O documento Contas Regionais, divulgado nesta sexta-feira, mostra que 18 Estados e o Distrito Federal cresceram, entre 2002 e 2006, acima da média nacional do período, que foi de 3,5%. O Tocantins registrou a maior expansão no período (7,3%), seguido pelo Amapá (7%), Amazonas (6,9%), Maranhão (6,4%) e Pará (6,2%).
Outros oito estados ficaram com expansão do PIB baixo da média nacional. Entre eles, estão São Paulo (3,4%) e Rio de Janeiro (2,2%), as duas maiores economias do país. O pior desempenho entre 2002 e 2006 ficou com o Rio Grande do Sul, com crescimento médio de 1,7% no período.
Na avaliação do PIB per capita, o Distrito Federal manteve a liderança, com R$ 37.600, quase três vezes superior à média nacional, de R$ 12.688. São Paulo manteve o segundo maior PIB per capita, com R$ 19.548, seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 17.695. Os dois menores PIBs per capita ficaram com Piauí (R$ 4.213) e Maranhão (R$ 4.628).
"Ainda assim, deve-se observar que o PIB per capita da maioria dos Estados vem crescendo, inclusive entre os piores", observou Cunha.
Com exceção do Distrito Federal, onde as atividades do governo representaram, em 2006, 54,8% do PIB, o IBGE constatou ainda grande influência da administração pública nos estados do Norte e Nordeste. Em Roraima, a atividade do governo e de suas autarquias tem peso de 48% na economia local; no Amapá, representa 45,5% e no Acre, 35,8%.
Postado por: Alessandro Souza

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Busca constante pelo conhecimento

Em qualquer área de atuação: humanas, exatas ou biológicas, o que capacitará e fará com que uma pessoa se torne um bom profissional é o treinamento contínuo que receberá, a busca constante pelo conhecimento.
Consideramos ainda o treinamento como um processo, desenvolvido em um espaço de tempo reduzido, que busca transmitir ou reciclar as habilidades dos profissionais para melhor executar suas tarefas ou otimizar o seu dia-a-dia na empresa.Aplicável em qualquer área, e passível também na Tecnologia da Informação.
Quando uma das estratégias das empresas para crescimento no mercado passou a ser os seus recursos humanos e não somente as máquinas e outros equipamentos que possuía, iniciaram-se também os treinamentos em massa para formar equipes top de linha, que pudessem alcançar o melhor resultado nos negócios. No entanto, se olharmos por outra vertente, com base no desenvolvimento tecnológico ao qual passa a nossa sociedade, o crescimento da empresa está intrinsecamente ligado à área de Tecnologia da Informação. Então é preciso formar e reter talentos também neste setor.
A comparação é simples: tomemos a atividade de um médico cirurgião. Por melhor capacitado que seja, não irá operar com sucesso se não tiver apto e treinado a utilizar um equipamento de alta complexidade para tal fim. Um profissional que trabalha amparado em um excelente sistema de TI, só conseguirá êxito em suas atividades, se estiver realmente preparado para utilizar tais sistemas.
A crescente demanda de softwares de gestão no mercado, traz à tona uma outra questão, como fazer com que o colaborador ou uma equipe consiga adaptar-se à tecnologia e assim alcançar os objetivos propostos pela organização? A resposta é simples. É o conhecimento ou treinamento que ele receberá. De nada adiantará o investimento alto em Tecnologia da Informação, se a sua equipe não estiver apta para operar o sistema adotado.
Em nosso cotidiano, ao utilizar um novo aparelho, seja um computador ou até um aparelho celular, caso apresente algum nível de dificuldade ou desconhecimento, é comum dizermos que está com algum defeito de fábrica e logo ligamos para a assistência técnica ou pegamos o manual para tentarmos “desvendar” o funcionamento. Na pior das hipóteses, somos intimidados e não aproveitamos diversos recursos que o aparelho apresenta, simplesmente porque não sabemos operá-lo.
Agora traga esse exemplo para sua vida empresarial. Será que o seu colaborador consegue operar facilmente o sistema que está proposto para executar suas funções. Ou ele fica horas na tentativa de descobrir onde a alíquota x, y ou z deverá ser inserida, ou deixa de atender um cliente, pois não consegue verificar com facilidade no sistema onde está o pedido dele. Assim é possível mensurar um dos benefícios do treinamento.
Ao implantar um sistema de Tecnologia da Informação, indague sempre se a consultoria ou fornecedor detém uma carteira de profissionais preparada para dar suporte à sua equipe, se há real possibilidade de capacitar o usuário para utilizá-lo, pois só assim será possível usufruir todos os benefícios que a tecnologia traz à empresa. Tenha em mente que se a consultoria não estiver estruturada para capacitar a sua equipe, haverá risco dela também não conhecer plenamente o software com que trabalha. Sendo assim, qual a garantia que o sistema funcionará como se faz necessário?
Com um bom treinamento para o usuário, com certeza, haverá a diminuição de conflitos, entre o sistema e o profissional, o desgaste dos equipamentos, a lentidão na execução das tarefas propostas. E além do mais, aumenta a motivação do profissional em trabalhar para a empresa, que são fatores que, conseqüentemente, acabam por impactar no negócio.
Coloque-se diante de um equipamento, que você nunca manteve contato e tente executar uma tarefa com rapidez. É claro que terá uma resposta negativa. O que é novo ou desconhecido traz relutância à utilização. Quando o seu colaborador estiver capacitado para além das funções dele, apto para operar com adequação no sistema, é notório que tudo será mais fácil e ágil.
A tecnologia de ponta é importante para qualquer organização, mas só trará resultados quando forem esgotadas, pelos próprios usuários, todas as suas possibilidades e recursos de uso e isso só se consegue com capacitação e treinamento. * Luiz Cunha é formado em Direito, diretor de operações da New Age Software S/A e especialista na implantação de sistemas corporativos informatizados.

Postado por: Edson Melo de Sousa