segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Classe Média e o novo Brasil

A FGV - Fundação Getúlio Vargas - divulgou, ontem (05/08), estudo em que mostra que a Classe C, a chamada classe média, representa atualmente 51,89% da população economicamente ativa. Há exatamente 6 anos, o índice de representatividade dessa mesma classe era de 44,19%. O bom momento da economia brasileira, que apresentou, nos últimos anos, um crescimento robusto e sustentado, começa a aparecer através dos números.
O que se extrai de concreto do resultado da pesquisa é a melhora consistente na distribuição de renda no país, resultado do crescimento econômico. As mudanças são reflexo do surgimento de inúmeras vagas de trabalho, além do próprio esforço particular das pessoas em buscar melhor qualificação e, assim, garantir acesso a melhores oportunidades. Isso também se reflete nas finanças pessoais e no trato familiar.
A Classe C (média) tem como base uma renda entre R$ 1.064,00 e R$ 4.591,00. Todavia, a média gira em torno de R$ 1.200,00. Percebe-se, ao analisar a pesquisa, que toda uma cadeia produtiva começa a se beneficiar com essa classe média “vitaminada” que surge no Brasil. Afinal, são milhares de novos e vorazes consumidores surgindo todo mês, consumindo celulares, televisores, automóveis e etc.
Essa nova classe média descobre, aos poucos, as possibilidades oriundas do aumento de poder de compra. Mais, descobrem um mundo novo e alimentam um futuro melhor através da chance de guardar dinheiro. O resultado recorde da captação em caderneta de poupança nos mês de julho - ainda o investimento mais buscado pelas pessoas de renda mais baixa - se expressa em valores e no sentimento de poupar:
“As cadernetas de poupança encerram o mês de julho com captação líquida positiva de R$ 1,984 bilhão, ultrapassando a marca histórica de R$ 251,030 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, dia 6, pelo Banco Central. O resultado de julho, com depósitos totais que somaram R$ 101,671 bilhões e superaram os saques de R$ 99,687 bilhões, foi o melhor do ano. Houve, ainda, o rendimento de R$ 1,480 bilhão dos depósitos já existentes” (Fernando Nakagawa- Agência Estado)
Como curiosidade, publicamos o resumo das classes presentes no Brasil, de acordo com o levantamento mensal de empregos do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística:
Classe E: Renda de R$ 0 a R$ 768,00
Classe D (Remediados): Renda de R$ 768,00 a R$ 1.064,00
Classe C (Média): Renda de R$ 1.064,00 a R$ 4.591,00
Classes A e B (Elite): Renda acima de R$ 4.591,00
Muito ainda por fazerVale ressaltar que ainda temos muito que fazer e não só comemorar os resultados. Podemos começar pela renda média básica de R$ 1.200,00, que ainda é ínfima se comparada aos valores dos gastos e dos impostos que pagamos.
A ineficiência do governo em garantir os serviços mínimos e necessários, como saúde e educação, transfere para as pessoas tais responsabilidades, o que implica em mais gastos familiares. Ou seja, em muitas ocasiões pagamos caro (duas vezes) por muitos serviços.
O exemplo da educaçãoDefinitivamente, a renda média do brasileiro ainda é pequena. O caminho para se mudar este cenário, em médio prazo, é o investimento pesado em educação. Temos alguns bons exemplos de sucesso mundo afora - Coréia do Sul, China e Austrália - que conseguiram reverter fardos e insucessos econômicos antigos graças a esse diferencial educacional.
A saúde financeira, não é nenhuma novidade, esta diretamente ligada à educação. Quanto mais estivermos preparados intelectualmente, mais rápido descobriremos o planejamento financeiro, passando a encarar o consumo como fim e não como meio. Até sexta-feira.
——Ricardo Pereira é consultor financeiro, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
Postado por: Caroline Pinto Lago

domingo, 23 de novembro de 2008

Os três erros mais comuns

Fonte: HSM Update
nº 56 15/07/2008

Se as chaves do sucesso não são claras, pelo menos já se sabe o que os líderes não devem fazer se quiserem aumentar as probabilidades de sucesso de uma inovação. Por Morgan W. McCall Jr. Aqueles que conduzem a inovação nas empresas enfrentam desafios formidáveis. Geralmente as metas a perseguir são várias e, não raro, contraditórias. E as alavancas disponíveis para moldar o contexto da inovação são diversas e todas muito disputadas. O fato é que não há fórmula-padrão para o êxito. A boa notícia, contudo, é que já sabemos o que os líderes não devem fazer nessa área. Nas organizações que dependem de inovações para ser competitivas, sejam técnicas ou não, alguns erros de liderança são relativamente comuns. Eu costumo enxergar quatro, bem recorrentes.
1. CONFUSÃO SOBRE O PAPEL DO LÍDER
O erro mais significativo -e que induz uma série de outros- é os líderes com treinamento técnico acreditarem que seu papel é inovar. Não é. Seu papel consiste em criar o contexto no qual outros inovarão. As organizações alimentam muito esse erro quando isolam a inovação em grupos específicos, quando promovem apenas os profissionais técnicos excepcionais, quando esperam dos gestores que dividam seus esforços entre o trabalho técnico e a liderança, quando recompensam contribuições de desempenho individual à custa de conquistas no desempenho como líder.
2. FOCO ESTREITO DEMAIS
Mesmo quando reconhecem que sua função não é mais contribuir individualmente, muitos líderes da inovação continuam cometendo erros ao confrontar as demandas básicas de seu papel. Na definição da direção a seguir, por exemplo, alguns se concentram exclusivamente na inovação técnica e ignoram as necessidades e expectativas do consumidor em relação a funcionalidades, entrega, confiabilidade e custo. Outros determinam a direção apenas no que diz respeito a metas numéricas e cronogramas, sem criar um sentido para fazer aquilo que estimule e inspire o grupo. Às vezes, os líderes que já foram gestores de projetos técnicos se prendem a detalhes técnicos e esquecem (ou nunca se dão conta de) que sua posição de liderança lhes exige atuar num contexto mais amplo e complexo, que inclui aspectos de vendas, marketing e finanças.
3. MENSAGENS CONTRADITÓRIAS
Líderes que subestimam a importância simbólica do papel da liderança praticamente declaram que não estão falando sério quando pedem a todos que se esforcem ou, no mínimo, transmitem mensagens contraditórias. Os subordinados põem à prova o que os líderes dizem e, se estes são reprovados, o resultado é o cinismo. Por exemplo, se o líder diz que valoriza experimentação, risco e fracasso inteligente, mas recompensa apenas aqueles que não erram, fica clara a mensagem de que só o resultado importa. Muitos líderes novatos, especialmente os com experiência na área técnica, costumam subestimar -e muito- o impacto que suas atitudes e ações têm sobre a incorporação de valores pelas pessoas. E os valores que acabam sendo transmitidos, consciente ou inconscientemente, podem prejudicar a cultura da inovação e levar a divisões na organização em relação a correr riscos, a respeitar o atendimento ao consumidor, a cooperar além das fronteiras organizacionais etc. O líder dever ser coachNão há maior prova da importância da liderança que pensa grande do que o ocorrido na década de 1970 no Palo Alto Research Center (Parc), o paradigmático laboratório da Xerox na Califórnia de onde saíram quase todas as inovações que pavimentaram o caminho da computação pessoal. Foram os cientistas do Parc que desenvolveram a programação orientada a objeto, os computadores em rede, os menus pop-up, o processador de texto amigável ao usuário, a interface gráfica para o usuário, o mouse e os ícones, para dar alguns exemplos. Esses cientistas nunca conseguiram, no entanto, convencer os executivos corporativos de que tais inovações poderiam ter sucesso comercial. Foi com relutância que mostraram suas engenhocas a alguém que soube lhes dar o devido valor: o genial Steve Jobs, da Apple. Foi o Parc que inspirou Jobs a desenvolver o computador Macintosh. Como Michael A. Hiltzik descreve em seu livro Dealers of Lightning: Xerox PARC and the Dawn of the Computer Age (ed. Texere Publishing), Jobs teria dito: "A Xerox poderia ter sido a dona de toda a indústria de computação atual". Não foi. Faltava ao Parc um líder que pensasse grande.

Postado por: Alessandro Souza

O DESAFIO DO ADMINISTRADOR DO FUTURO: SER UM ETERNO APRENDIZ

Os homens trazem dentro de si não somente a sua individualidade, mas a humanidade inteira,
com todas as suas possibilidades.
Goethe.
Por: ANIELSON BARBOSA DA SILVA
O novo ambiente empresarial provoca a necessidade das empresas se tornarem organizações de aprendizagem. Para isso, uma série de mudanças culturais devem acontecer, sobretudo no papel que o administrador representa nas organizações. Por outro lado, a necessidade de mudança passa por uma série de resistências, provocadas pelo modelo institucional de ensino, que limita a iniciativa, a criatividade e o livre arbítrio dentro das empresas. No presente artigo são apresentados novos modelos de aprendizagem para ajudar os administradores a mudarem a concepção de trabalho. O aprendizado como um modo de ser apresenta sete qualidades importantes no ambiente turbulento atual: o aprendizado autodirigido, o criativo, o expressivo, o de sentimentos, no trabalho, o contínuo e o reflexivo. Um outro modelo apresenta o aprendizado baseado no S.A.B.E.R, que significa selecionar, articular, batalhar, examinar e recomeçar. É um processo estratégico, que parte de uma meta de aprendizado, passa pelo planejamento, implantação e acompanhamento num processo cíclico. Considera-se que o administrador do futuro deve se conscientizar do seu papel nas organizações e se responsabilizar pelo seu próprio aprendizado, tornando-se um eterno aprendiz na busca de novas formas para administrar uma empresa que se renova através da aprendizagem e se transforma continuamente.
Postado por: Maria Noalis

sábado, 22 de novembro de 2008

10 principais erros no trabalho em equipe

Fazer fofoca de colegas ausentes
"Falar dos outros é sempre delicado. Portanto, se você tem algo a dizer para seu colega diga diretamente a ele. Desta forma, evita que o comentário seja mal interpretado e retransmitido por outros funcionários. Ao fazer uma crítica diretamente ao colega em questão você evita que seu comentário chegue distorcido aos ouvidos dele, o que pode gerar conflitos. Além disso, falar pelas costas e comentar sobre a vida alheia é uma atitude mal vista".
Paulo de Castro Braune - Diretor Geral da Braune Educação Empresarial.


Rejeitar o trabalho em equipe
"Hoje, independentemente de seu cargo, é preciso saber trabalhar em equipe, já que bons resultados dificilmente nascem de ações individuais. No ambiente corporativo, uns dependem dos outros. Se o funcionário não estiver disposto a colaborar com os colegas, certamente será um elo quebrado. Com isso, o grupo/equipe não chegará ao resultado desejado. Ser resistente ao trabalho em equipe é um revés grave. Sem essa abertura, dificilmente o colaborador conseguirá obter sucesso".
Ricardo Dreves - Diretor da consultoria em RH Dreves e Associados.


Ser antipático (a)
"A empatia é muito útil no ambiente de trabalho. Você deve ser leal, cortês, amigo e humilde. Falar bom dia e cumprimentar os outros são atitudes que demonstram educação e respeito pelos demais. O fato do trabalho exigir concentração do colaborador não significa que ele não possa ser cordial e abrir um espaço na agenda para ajudar os companheiros de equipe".
Marcelo Abrileri - presidente do site de empregos Curriculum.


Deixar conflitos pendentes
"Conflitos acumulados podem se agravar. Qualquer tipo de problema referente ao trabalho, dúvida sobre decisões, responsabilidades que não foram bem entendidas, alguém que ficou magoado com outro por algum motivo, enfim, qualquer tipo de desconforto deve ser esclarecido para evitar a discórdia no ambiente. O funcionário deve conversar para resolver o assunto, caso contrário, isso poderá gerar antipatia, fofoca com outros colaboradores e um clima péssimo para toda a equipe".
Beatriz Maria Braga Lacombe - professora de gestão de pessoas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo


Ficar de cara fechada
"Ter um companheiro de equipe com bom humor anima o ambiente de trabalho, enquanto que topar um colega mal-humorado causa desconforto do início ao fim do expediente. Esta postura gera desgastes desnecessários, pois além de deixar toda uma equipe desmotivada ainda atrapalha a produtividade. Pessoas mal-humoradas geralmente não toleram brincadeiras. Com isso, automaticamente são excluídas da equipe, o que não é saudável. Por essa razão, manter o bom humor no trabalho é fundamental para cultivar bons relacionamentos".
Julia Alonso - Sócia diretora da Só Talentos RH, recrutamento e seleção de estagiários e trainees.


Deixar de cultivar relacionamentos
"Os melhores empregos não estão nos jornais e nem nos classificados. A partir do seu relacionamento interpessoal no trabalho é que conseguirá construir uma rede de contatos (networking) que servirá, no futuro, para encaminhá-lo às melhores oportunidades. É importante mostrar dinamismo, ser cooperativo no trabalho e nunca fechar as portas pelos lugares onde passar".
Sheila Madrid Saad - professora de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Não ouvir os colegas
"É importante escutar a todos, mesmo aqueles que têm menos experiência. Isso estimula a participação e a receptividade de novas idéias e soluções. Questionar com um ar de superioridade as opiniões colocadas numa reunião não só intimida quem está expondo a idéia, como passa uma imagem de que você é hostil. É necessário refletir sobre o que está sendo dito, não apenas ouvir e descartar a idéia de antemão por considerá-la inútil".
Cristiane Leão - analista de desenvolvimento de recursos humanos da Fundação Mudes - São Paulo.


Não respeitar a diversidade
"Todas as diferenças devem ser respeitadas entre os membros de uma equipe. Não é aceitável na nossa sociedade alguém que não queira contato com outro indivíduo apenas por ele ser diferente. Ao passo que o funcionário aceita a diversidade, ele amplia as possibilidades de atuação, seja dentro da organização ou com um novo cliente. Além disso, o respeito e o tratamento justo são valores do mundo globalizado que deveriam estar no DNA de todos. Sem eles, o colaborador atrapalha o relacionamento das equipes, invade limites dos colegas e a natureza do outro".
Nelci Maria de Mello - gerente de recrutamento e seleção da empresa Dupont - companhia científica, com atuação no setor químico.


Apontar o erro do outro
"A perfeição não é virtude de ninguém. Antes de apontar o erro do outro, deve-se analisar a sua própria conduta e sua responsabilidade para o insucesso de um trabalho ou projeto. É melhor ajudar a solucionar um problema do que criar outro maior em cima de algo que já deu errado. Lembre-se: errar é humano e o julgamento não cabe no ambiente de trabalho. No futuro, o erro apontado pode ser o seu".
Doutor Helio Roberto Deliberador - professor do Departamento de Psicologia Social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).


Ficar nervoso (a) com a equipe
"Atritos são inevitáveis no ambiente de trabalho, mas a empatia deve ser colocada em prática nos momentos de tensão entre a equipe para evitar que o problema chegue ao gestor e se torne ainda pior. Cada um tem um tipo de aprendizagem e um ritmo de trabalho, o que não quer dizer que a qualidade da atividade seja melhor ou pior que a sua. O respeito e a maturidade profissional devem falar mais alto do que o nervosismo. Equilíbrio emocional e uma conduta educada são importantes tanto para a empresa como para o profissional".
Gláucia Santos - consultora de recursos humanos da Catho on-line.

http://www.universia/. com

Postado por Alzemir Castro

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A Tecnologia Renovando o Processo Educativo

Por Ana Maria e Gabriela

A educação nos dias atuais está passando por um processo de renovação de espaços, de resignificação de conteúdos e de valores, tendo como ponto de partida todas as mudanças ocorridas na sociedade. A escola, como instituição integrante e atuante dessa sociedade e desencadeadora do saber sistematizado, não pode ficar fora ou a margem deste dinamismo.
Sabemos que o padrão educativo vigente é ritualizado, cheio de divisões, seriações, conteúdos preestabelecidos, carga horária, calendários etc., onde permanece quase sempre inalterável. O tempo destinado à criação, a interpretação, a reflexão, a descoberta de novas tecnologias é escasso e nem sempre é aproveitado de maneira racional.

Fora da escola, professores e alunos, estão permanentemente em contato com tecnologias cada vez mais avançadas, onde a máquina transforma, modifica e até substitui as tarefas humanas. Eles vivem e atuam nesta realidade como cidadãos participativos, mas não "conseguem" introduzir estas "novidades" dentro da escola, pois necessitam cumprir conteúdos programáticos exigidos.

A escola é um local de tradição cultural e de ampliação de conhecimento, onde o aluno é o centro do processo de aprendizagem, analisando e interpretando as imagens e sons existentes na TV, rádio, computador, através da imagem do professor na sala de aula.
É imprescindível que o professor perceba e saiba o valor e a importância dos recursos audiovisuais para o bom desempenho e eficácia do seu trabalho escolar. A tecnologia além de renovar o processo ensino-aprendizagem, vai propiciar o desenvolvimento integral do aluno, valorizando o seu lado social, emocional, crítico, imaginário, deixando margens para exploração de novas possibilidades de criação.

Portanto, os recursos audiovisuais servem para explorar novas possibilidades pedagógicas e contribuir para uma melhoria do trabalho docente em sala de aula, valorizando o aluno como sujeito do processo educativo.
Postado por: Maria Noalis

Motivação apenas por salários ou benefícios?

Kelber, Dieter
Encontrar um profissional que atenda aos requisitos de competência próprios da função a ser exercida e, ainda por cima, esteja plenamente motivado, é uma das tarefas mais complexas exercidas por quem lidera os departamentos de Recursos Humanos do país.
Exemplo, claro, é o número de contratações e promoções que frustram as expectativas de ambos os lados, comprometendo o desempenho de uma área ou até de toda a empresa. E a ‘desmotivação’ é, invariavelmente, uma das principais causas do problema. Para melhor entender essa situação, é necessário inicialmente conceituar as duas formas de motivação. A externa, ou extrínseca, vem de fora para dentro, representa o ‘mundo do desejo’ e tem como principais características. O melhor exemplo prático é quando trabalhamos exclusivamente pelo dinheiro, não nos importando se o trabalho é agradável ou não. Infelizmente, devido às fortes pressões do mundo corporativo de hoje, é uma situação bastante comum. Já a motivação interna, ou intrínseca, nasce de dentro para fora e significa o ‘mundo da vontade’. Pode ser mais bem caracterizada como sendo a força que impulsiona a ação. Dentro deste conceito, uma pessoa não consegue motivar alguém, mas, sim, estimular o outro a buscar atender suas necessidades. Portanto, a probabilidade de que alguém siga uma orientação de ação desejável está diretamente ligada à eliminação de suas ansiedades internas. Considerando, então, a necessidade de estimular as pessoas a aliarem desejos internos às tarefas que executam, eliminando assim as tensões internas, o líder passa a ter um papel decisivo para que isso aconteça. Deve ele usar a emoção para inspirar seus comandados, liberar a energia e assim soltar a sua motivação de dentro para fora. Cabe aos líderes serem os grandes estimuladores da motivação intrínseca no ambiente de trabalho.Nos tempos atuais há um constante conflito entre as duas formas de motivação. Seduzidos por salários e benefícios e de olho na rápida ascensão profissional (motivação externa), ou mesmo por falta de alternativas no mercado, os executivos acabam aceitando atividades pouco desafiadoras e, muitas vezes, sem relação com os seus traços motivacionais. Quando analisamos a somatória destes fatores, fica fácil concluir a necessidade de uma combinação equilibrada de liderança e gestão. Estes líderes-gestores também devem alinhar suas motivações intrínsecas com os desafios profissionais, pois cada vez mais serão obrigados a trabalhar com uma lógica cristalina aliada a uma intuição poderosa. Nas organizações do século 21 o homem quer saber o porquê, para quê, para quem e com quem ele trabalha. Por isso, é necessário não só mudar pessoas, mas também caminhar para uma cultura organizacional que busca um entendimento integral dos fenômenos. Cada vez mais, ao agirmos localmente, precisamos pensar globalmente. A interculturalidade e interdisciplinaridade irão moldar os novos líderes. Estes, com as novas habilidades desenvolvidas, terão melhores condições de estimular seus liderados a liberarem e canalizarem sua energia interna para as atividades que realmente gostam.

Dieter Kelber - É pesquisador, consultor e diretor-executivo do INSADI Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual e da Business Processes School (dieter.kelber@insadi.org.br)

Postado por: Alessandro Souza

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A crise bate à nossa porta

Como em todos os principais setores da economia, a crise mundial e a crescente dúvida sobre uma possível recessão americana, inevitavelmente, batem à porta do setor da Tecnologia da Informação. Em um mundo cada vez mais globalizado e conectado, é impossível manter o setor à margem de toda a turbulência. No entanto, é hora de avaliarmos, de fato, quais são estes possíveis impactos e como driblá-los para mantermos a nossa trajetória de crescimento.
De modo geral, podemos esperar que o setor de TI enfrente dois impactos imediatos. O primeiro é o aumento de custo, principalmente para fabricantes de hardware, de componentes, equipamentos eletrônicos e demais empresas que dependem da importação de materiais.
O recente aumento do dólar eleva os custos de todos os produtos vindos de outros países, o que pode encarecer os preços internos. A manutenção deste cenário dependerá do desenrolar da crise americana. Se a economia dos Estados Unidos desacelerar e começar a apresentar o cenário de recessão, a queda da demanda mundial pode gerar um aumento da oferta destes equipamentos. Assim como vem ocorrendo com as commodities – cujos preços estão em forte queda -, a alta do dólar pode ser parcialmente compensada pela oferta.
No que se refere aos softwares e serviços, também há o impacto de custos pela alta do dólar. Considerando que grande parte dos contratos, assim como softwares de prateleira e aplicativos, estão atrelados à moeda norteamericana, o impacto nos preços é inevitável.
Porém, a maior conseqüência neste segmento deve ser a redução dos investimentos. As empresas desenvolvedoras podem adiar planos e, como se diz no mercado financeiro, ficarão em “compasso de espera”.
Apesar de prevalecer o sentimento negativo, há algumas oportunidades que podem manter o nosso mercado aquecido. Em meio à crise e à alta do dólar, as empresas que optam por instalar centrais de desenvolvimento em outros países, como na Índia, por exemplo, podem optar por manter esta equipe dentro dos próprios países. Ou seja, o mercado local tem possibilidade de atender esta demanda que, até este momento, era exportada. Grandes empresas estrangeiras instaladas no Brasil também podem optar por desenvolver parte de seus produtos e serviços no País.
As perspectivas para a economia brasileira continuam positivas e o mercado de TI no Brasil ainda possui um grande espaço para crescer. Podemos reduzir o nosso ritmo de expansão por conta do cenário internacional, mas a demanda local deve impedir a retração. O momento é de cautela e de avaliação de todas as oportunidades. *Roberto Carlos Mayer - Presidente da Assespro-SP e diretor da MBI

Postado por: Edson Melo de Sousa